Publicado por: ajudandotcc em: Janeiro 22, 2009
Efetivamente, se não há “substancia” e não há uma “natureza” humana, então não há uma “espécie” humana (a não ser que queiramos seguir apoiando tudo neste conceito tal como hoje se entende: biologicamente), não há gênero humano, pois não se sabe que seria o tal “gênero”, pois não há fundamento de nada, nem do fundamento, e então entre cada indivíduo não há fundo, fundação ou fundamento comum, e se os discursos são micro e localmente contextualizados, então o discurso não é algo em comum, nem a particular estrutura da associação de suas idéias ou de sua “subjetividade”, nem há significantes compartilhados; e então cada indivíduo é, nessa mesma medida, incomensurável a outro indivíduo; não há um sujeito comum do desejo; nem um sujeito comum da enundação; nem um sujeito comum da subjetividade; como se afirmou: cada indivíduo é sua própria “espécie” (OUTEIRAL, 2003) .
Este tema de monografia foi desenvolvido pela Alpha Monografia e monografias para tcc
E se cada indivíduo é sua própria espécie e é incomensurável com o outro indivíduo, então não há fundamento algum para a solidariedade, ou para o respeito disso que já não podemos chamar “semelhante”, nem há uma ética possível, nem uma comunicação possível… nem uma teoria da subjetividade ou do psiquismo que possa generalizar-se a todos os indivíduos, já que são cada um sui generis e incomensuráveis entre si. Não há humanitas.
Isto deve ser demonstrado em qualquer monografia ou seminario que trate sobre a pós-modernidade.
Dito de outra maneira, se a humanidade é o indivíduo, ou se a humanidade do indivíduo, aquilo que o faz homem, nada mais é do que sua cultura, o conjunto dos discursos entrelaçados nele, o conjunto das relações sociais que o constituem, a trama de relações sociais que se estabelecem entre suas condutas, etc., então a diferentes subjetividades, culturas, discursos e entrelaçamentos, diferentes “homens” incomensuráveis entre si; como as mônadas na interpretação perspectivista de Leibnitz, a cada uma fechada sobre si mesma.
Portanto os indivíduos (ατομοι) não compartilham entre si nenhuma humaniτas comum, cada um pertence a uma “espécie” diferente e então não tem por que respeitar-se nenhuma ética comum, ou comunicativa ou de nenhum tipo.
Insiste-se nesta idéia pois se sendo cada subjetividade tão “outra” da própria, seguimos tendo a humanidade em comum, então a “humanidade” é algo comum em que se suporta o diferente. É necessário, pois, postular junto à diferença a semelhança; junto à incomensurabilidade o comensurável; junto ao próprio o comum. Não somos todos iguais senão semelhantes; nem idênticos senão particulares; mas também não há entre nós uma tal outridade ou equivocidade que não podamos nem falar-nos ou chamar-nos pessoas: é necessário, pois, afirmar entre o unívoco e o equívoco: o análogo.
Mas é necessário que este análogo não esteja fundado na exterioridade ou no extrínseco, porque então a analogia seria somente aparente ou puramente retórica, senão que é necessário que esteja fundado em algo intrínseco ou interno a ambos os termos; mas que esta semelhança não apague a diferença.
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